São Paulo – O
ministro da Educação, Aloizio Mercadante, confirmou ontem (20) a
eliminação de 1.522 candidatos ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)
2013 por tentativa de fraude. "Só em Minas Gerais, foram 396", disse o
ministro, após participar do lançamento da Frente de Prefeitos para o
Desenvolvimento da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Ele
garantiu, porém, que não houve fraude na organização do exame deste ano.
Segundo
Mercadante, o Ministério da Educação (MEC) trabalha antes, durante e
depois do Enem, para evitar qualquer tipo de irregularidade, como a que
foi investigada pela Polícia Civil de Minas Gerais.
Ele disse que o MEC e a Polícia Federal, que agora está com o caso, formaram uma parceria muito construtiva, trabalhando até no dia do exame, para ter o flagrante.
Ele disse que o MEC e a Polícia Federal, que agora está com o caso, formaram uma parceria muito construtiva, trabalhando até no dia do exame, para ter o flagrante.
De acordo com
investigações da Polícia Civil de Minas Gerais, a quadrilha suspeita de
ter fraudado as provas do Enem deste ano é também acusada de fraude de
vestibulares de medicina. Conforme as apurações, os criminosos agiram em
Barbacena, região central do estado, vendendo gabaritos a candidatos
por preços que variavam de R$ 70 mil a R$ 100 mil. Os resultados
repassados aos candidatos eram do caderno amarelo de questões do exame.
Mercadante
ressaltou que a Polícia Civil de Minas Gerais, que investigou o caso
durante nove meses, ainda não encaminhou ao MEC o nome dos envolvidos na
fraude e garantiu que as irregularidades serão apuradas com rigor. “Não
recebemos nenhum nome para confirmar quem são os participantes, de qual
escola, para fazermos os cruzamentos possíveis em relação à prova",
disse o ministro.
"Confiamos
totalmente na Polícia Federal para concluir esse processo e,
eventualmente, encaminhar elementos concretos para tomar as providências
necessárias”, acrescentou Mercadante, que evitou dar detalhes sobre
essa etapa da investigação. Ele disse que não pretende informar como são
feitas as investigações, nem de que tipo são as fraudes.
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