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Galinhos: População se revolta na câmara e impede afastamento da prefeita.
Na última sexta-feira (04), a cidade de Galinhos literalmente parou, o povo
foi à câmara de vereadores dá um recado aos parlamentares, e parece que
os Edils ouviram em alto e bom tom, o grito da população que lotou a
casa do povo surtiu efeitos. “Não mexam com a prefeita Josineide, deixem a prefeita trabalhar”. O povo é soberano, quem coloca e tira prefeitos e vereadores no poder é o povo.
Mas na ilha parece está acontecendo exatamente o contrário, ou pelo
menos estão tentando contrariar a força do povo. A prefeita Josineide
Medeiros, foi eleita nas urnas e assumiu a prefeitura entrando pela
porta da frente. O que está acontecendo é que a maior parte dos
vereadores se reuniu, e abriram uma CPI para logo após afastar pela
câmara a prefeita da cidade, dando a oportunidade ao vice-prefeito
Fabio, que declarou guerra contra a prefeita.
A notícia bombou nas redes sociais e dividiu muitas opiniões na cidade,
durante a semana o assunto não foi outro, a não ser de revolta
fulminante por parte dos servidores da prefeitura e da população em
geral, em consequência desta revolta, na sessão de sexta-feira,
quando tudo conspirava para afastar a prefeita, a população lotou o
plenário da câmara para dá o recado aos vereadores.
A sessão foi muito tumultuada, cheia de polêmicas, ofensas e discussões,
a voz da população era maior do que a vontade dos vereadores. Era tanta
gente que ficou a maior parte do povo do lado de fora. Pelo publico
presente, os vereadores foram vaiados constantemente, o que se viu foi
um desconforto até de militantes que votaram nos vereadores, e a sessão
chegou a ser suspensa por duas vezes.
Lutar contra com a população é lutar contra a democracia e feri-la de
morte. É fato público que a prefeita, Josineide Medeiros, tem minoria na
câmara, mas a maioria da população de seu lado. Em virtude das eleições
deste ano, o desejo de tomar o poder por parte da oposição não se mede,
mas essa articulação e desejo não podem ser maiores do que a vontade do
povo.
Fonte: Eurípedes Dias/Guamaré em dia
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