Desde
1965, aos 21 dias do mês de abril, celebra-se no Brasil o Dia de
Tiradentes e, junto à pessoa deste, rememoram-se também os
acontecimentos que configuraram a Inconfidência Mineira.
Sabe-se
que “Tiradentes” era o apelido de Joaquim José da Silva Xavier, um
alferes (cargo militar da época colonial) que também exerceu a profissão
de dentista. Tiradentes participou ativamente de um dos principais
movimentos de contestação do poder que a coroa portuguesa exercia sobre o
Brasil Colônia: a Inconfidência Mineira.
Os
planos de insurgência contra o governo local em Minas, representado
pelo Visconde de Barbacena, foram articulados em 1788 e tiveram como
estopim a política de cobrança de impostos sobre a produção de ouro e
sobre os rendimentos que ganhava cada pessoa que compunha a população de
Minas Gerais.
Apesar de terem uma
organização bem elaborada, os inconfidentes acabaram por ser delatados
por Silvério dos Reis, um devedor de tributos que, com a denúncia,
acreditava poder sanar suas dívidas com a coroa.
Todos os inconfidentes foram presos.Tiradentes foi enforcado no dia 21 de abril ao som de discursos que louvavam a rainha de Portugal. Seu corpo foi esquartejado e sua cabeça exibida na praça principal da cidade de Ouro Preto.
Todos os inconfidentes foram presos.Tiradentes foi enforcado no dia 21 de abril ao som de discursos que louvavam a rainha de Portugal. Seu corpo foi esquartejado e sua cabeça exibida na praça principal da cidade de Ouro Preto.
Em 1965, durante a primeira
fase do regime militar no Brasil, o marechal Castelo Branco, então
presidente da República, contribuiu para o reforço dessa imagem de
Tiradentes, sancionando a Lei Nº 4. 897, de 9 de dezembro, que instituía
o dia 21 de abril como feriado nacional e Tiradentes como,
oficialmente, Patrono da Nação Brasileira. 

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