No
mês de março, uma equipe do MNPCT esteve em Natal para realizar
investigações. Junto ao Itep, foram realizadas perguntas específicas
para obter um número preciso e da situação a cerca do ocorrido. Detentos
e agentes penitenciários também foram ouvidos pessoalmente no presídio.
Dos
26 corpos recolhidos pelo Instituto Técnico-Científico de Perícia
(Itep), quatro ainda não foram identificados. Destes, um não foi
enterrado como indigente por não possuir familiares que realizassem o
reconhecimento da vítima. Os outros três foram carbonizados, e por esse
motivo, permanecem no instituto para os processos de reconhecimento. No
dia 11 de maio, uma ossada foi encontrada próxima a um pavilhão da
unidade. Porém, ainda se aguarda a confirmação que dirá se os restos
mortais são humanos e a data na qual a provável vítima veio a óbito.
Segundo
trecho do relatório, “há 71 pessoas que constam estar em Alcaçuz, mas
que não estão. Elas podem ter tido transferência não registrada,
fugas/recapturas não contabilizadas, ou óbitos não reconhecidos […]. É
possível que o número de mortes se aproxime à estimativa inicial, ou
seja, 90 mortos”.
No
relatório, ainda é apontado um grave índice. “Há fortes indícios de que
aproximadamente 49% de toda a população carcerária de Alcaçuz estaria
presa indevidamente”, segundo os peritos. Ou seja, cerca de 636 pessoas
estão sendo detidas no presídio sem necessidade.
Outra
informação obtida pela equipe do mecanismo, é sobre uma fábrica de
bolas que existe dentro da penitenciária. Por esta razão, mais detentos
podem ter sido incinerados no local, o que aumentaria o número de mortos
que podem estar nas fossas sépticas ou enterrados. Segundo o relatório,
“peritos teriam recolhido as cinzas, mas não teria sido possível
proceder à identificação devido ao estado das amostras”.
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