Internado
há três dias em São Paulo, o candidato à Presidência da República pelo
PSL, Jair Bolsonaro, precisará passar por uma nova cirurgia de grande
porte, “posteriormente”, para reconstruir o trânsito intestinal e
retirar a bolsa de colostomia, feita em função de lesões graves no
intestino grosso e delgado, informou boletim médico do Hospital Albert
Einstein, divulgado às 10h de hoje (10).
A
nota não informa em que momento essa cirurgia será feita. De acordo o
boletim médico, Bolsonaro permanece sem sinais de infecção, recebendo o
suporte clínico, fisioterapia respiratória e motora e alimentação
exclusivamente endovenosa.
Bolsonaro
foi atingido por uma faca na região abdominal na última quinta-feira
(6), quando participava de uma atividade de campanha em Juiz de Fora,
Minas Gerais. Segundo o hospital, quatro dias após o ferimento, o estado
do candidato ainda é grave e ele permanece em terapia intensiva.
“O
paciente permanece ainda com sonda gástrica aberta e com paralisia
intestinal que ocorre habitualmente depois de grandes cirurgias e
traumas abdominais. Ontem, havia uma movimentação intestinal ainda
incipiente e que persiste do mesmo modo hoje”, diz o boletim médico.
Equipe
Fazem
parte da equipe médica do candidato o cirurgião Antônio Luiz Macedo, o
clínico e cardiologista Leandro Echenique e o diretor-superintendente do
hospital, Miguel Cendoroglo.
Bolsonaro
foi transferido para o Hospital Albert Einstein, na capital paulista,
onde deu entrada por volta das 10h45 de sexta-feira (7). Ele saiu da
Santa Casa de Juiz de Fora (MG), onde recebeu os primeiros atendimentos
após a facada, e passou por cirurgia. O candidato foi transferido para
São Paulo a pedido da família.
Histórico
O
candidato recebeu uma facada no abdômen desferida por Adélio Bispo de
Oliveira. Bolsonaro foi operado para estancar uma hemorragia em veia
abdominal, teve o intestino delgado costurado e parte do intestino
grosso retirada. Ele também foi submetido a uma colostomia e, em até
dois meses, terá de ser operado novamente.
O autor
do ataque a Bolsonaro foi preso pela Polícia Militar da cidade. A
Polícia Federal (PF), responsável pela segurança do candidato, abriu
inquérito para investigar o caso. No sábado (8), Adélio Bispo foi
transferido, pela PF, para a penitenciária federal de segurança máxima
de Campo Grande (MT).

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