O homem que esfaqueou o candidato à
Presidência Jair Bolsonaro (PSL) foi indiciado na Lei de Segurança
Nacional, segundo a Polícia Federal (PF). Adelio Bispo de Oliveira, de
40 anos, foi transferido na manhã de sexta-feira, 7, da sede da Polícia
Federal em Juiz de Fora (MG) para o Centro de Remanejamento do Sistema
Prisional (Ceresp), também no município mineiro. Após o ataque, Oliveira
foi preso por agentes da Polícia Federal e levado para a delegacia,
onde assumiu o crime e disse que teria agido por contra própria e “em
nome de Deus”.
Em seu artigo 20, a Lei 7.170, que
define os crimes contra a segurança nacional, a ordem política e social,
inclui os crimes pela “prática de atentado pessoal ou atos de
terrorismo, por inconformismo político ou para obtenção de fundos
destinados à manutenção de organizações políticas clandestinas ou
subversivas”. A pena para esse tipo de crime é de reclusão de 3 a 10
anos, podendo ser aumentada em até o dobro, se o fato resultar em lesão
corporal grave; e até o triplo se resultar em morte.
Ainda na manhã de sexta-feira, a Polícia
Federal liberou um segundo suspeito do atentado, que, sem ligação
direta com o ato, teria incitado a violência. Ele foi “detido, ouvido e
liberado, mas segue na condição de investigado”, informou a PF. Ao todo,
segundo o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, três pessoas
são investigadas. Golpeado na região do abdome na tarde de quinta-feira,
6, enquanto fazia campanha em Juiz de Fora, Bolsonaro foi atendido na
Santa Casa da cidade, onde passou por uma cirurgia.
Ele foi transferido na manhã de sexta
para São Paulo, onde ficará internado no Hospital Israelista Albert
Einstein, no Morumbi. O estado de saúde dele é considerado grave, mas
estável. Segundo o presidente da Santa Casa, Renato Loures, um eventual
atraso na cirurgia “provavelmente” podia ter causado a morte do
paciente. “A transferência dele para São Paulo foi devido a um pedido da
família. Foi transferido em condições muito boas: lúcido, falando, se
comunicando”, disse. (Com informações Veja SP).
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