O presidente Jair Bolsonaro e o novo ministro da Educação, Abraham Weintraub (Foto: Casa Civil/PR)
O presidente Jair Bolsonaro (PSL)
anunciou em sua conta do Twitter o novo ministro da Educação, o
economista Abraham Weintraub. Ele havia sinalizado na sexta-feira, 5, em
café da manhã com jornalistas, que iria decidir se exonerava Ricardo
Vélez Rodrigues do cargo na última sexta. Ele agradeceu ao professor
colombiano pelos serviços prestados.
“Comunico a todos a indicação do
Professor Abraham Weintraub ao cargo de Ministro da Educação. Abraham é
doutor, professor universitário e possui ampla experiência em gestão e o
conhecimento necessário para a pasta. Aproveito para agradecer ao
Professor Velez pelos serviços prestados”, escreveu.
O ministro enfrenta sucessivas crises
desde o início do governo e viu um aumento do desgaste nas últimas
semanas com uma série de demissões. Na última quinta, 4, o ministro da
Casa Civil, Onyx Lorenzoni, exonerou Bruno Garschagen do cargo de
assessor especial do ministro da Educação e a sua chefe de gabinete,
Josie Pereira.
Para o cargo de chefe de gabinete do
ministro foi nomeado o militar Marcos de Araújo, ex-subcomandante geral
da Polícia Militar do Distrito Federal e professor da Academia dos
Bombeiros de Brasília.
Abraham Weintraub
Bolsonaro conheceu os irmãos Abraham e
Arthur Weintraub, professores universitários paulistas, pelo ministro da
Casa Civil Onyx Lorenzoni. Os dois foram seus assessores técnicos,
quando Bolsonaro era deputado federal e colaboradores na campanha das
eleições. Durante o governo de transição, ficaram responsáveis pelo tema
da Previdência. Os dois conheceram Onyx em um seminário internacional
sobre Previdência, realizado no Congresso em março de 2017.
Em entrevista ao jornal Estado de São
Paulo em 2018, Abraham disse que tem a Bíblia como referência. “Esquerda
ou direita, acho que é uma rotulação pobre. Somos humanistas,
democratas, liberais, lemos a Bíblia (Velho e Novo Testamento) e a temos
como referência”, afirmou ao jornal.
Abraham é economista pela USP e
professor da Universidade Federal de São Paulo (unifesp). Ele trabalhou
por 18 no Banco Votorantim, onde foi de office-boy a economista-chefe e
diretor. Demitido, seguiu para a Quest Corretora e, logo depois, deixou a
iniciativa privada. Ele especializou-se em Previdência, tema de seu
mestrado e doutorado e de seus 14 livros já publicados. (Com informações O Dia).
Comentários
Postar um comentário