A cachaça potiguar Samanaú é considerada a melhor cachaça
envelhecida do mundo. A marca conquistou, nos Estados Unidos, a medalha de ouro
da revista norte-americana Tastings, que é especializada em degustação de
bebidas alcoólicas de todo o mundo.
O resultado foi divulgado nessa segunda-feira (1º). A
avaliação foi feita por um corpo de jurados do Instituto de Testes de Bebidas
(Beverage Testing Institute, em inglês), uma empresa independente de pesquisa
de bebidas alcoólicas de terceiros, que conduziu testes de sabor às cegas. A
cachaçaria orgânica potiguar obteve a melhor nota entre as cachaças analisadas.
O proprietário da Cachaça Samanaú, Dadá Costa, afirma que o
prêmio, somado à repercussão da conquista feita pela imprensa, pode fomentar a
produção e o mercado. “Se eu ganhasse esse premio quando a mídia não existia
como existe hoje, talvez não resultasse em muita venda. Mas, agora, tenho
certeza que aumentará, porque as informações circulam todo o Brasil. Hoje em
dia, recebemos pedidos do país inteiro”.
“Tenho certeza que vamos dobrar a produção. Vendemos, hoje,
apenas 20% da capacidade de produção, mas a expectativa é conseguir dobrar esse
número ainda em 2019”, conta.
De acordo com Costa, esse não é o primeiro prêmio que a
marca conquista no mercado internacional. Tanto a cachaça envelhecida quanto a
prata já receberam outras premiações em Chicago (EUA) , Nova Iorque (EUA) e
Bruxelas (Bélgica), somando cinco premiações com a última recebida.
“Essa medalha é o reconhecimento e a valorização do trabalho
que vem sendo desenvolvido com a Samanaú para entregar ao consumidor uma
cachaça artesanal orgânica de qualidade. Coroa também a nossa fase de
internacionalização”, diz o empresário.
“Pelo que eu sei da historia da Samanú e da nossa dedicação
em elaborar um produto de excelência, esse prêmio faz jus ao nosso trabalho”,
apontou Costa.
Em maio, a empresa começou a exportar produtos para as Filipinas.
Além do país asiático, também está prospectando clientes para os novos produtos
na Alemanha, Estados Unidos e Áustria. “Percebemos que a Alemanha tem um olhar
diferenciado e valoriza o produto orgânico. Percebemos a receptividade nesse
novo mercado”, relata o empresário.
Origem da cachaça
Com a construção da Barragem Passagem das Traíras em 1994,
perenizando o Rio Seridó, foi incrementado o cultivo da cana de açúcar e a
ideia de transformá-la em cachaça. A empresa começou a funcionar em maio de
2004, quando foi instalado no Sítio Samanaú um alambique artesanal.
Segundo o historiador Luís da Câmara Cascudo, o nome
origina-se de “camana-u”, que significa colina, elevação, por isso a Serra da
região era chamada de Samanaú. A Serra de pedras listradas de preto, que hoje
se chama São Bernardo, dá nome a cachaça genuinamente artesanal que passou a
fazer parte da tradição e da cultura seridoense.



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