
Foto: Walterson Rosa/MS / Reuters
Dois gestos obscenos, dois dedos do meio e duas medidas. Dois agentes públicos em cargos de alta responsabilidade, mas reações institucionais profundamente distintas.
Enquanto o então ministro da Saúde na gestão de Jair Bolsonaro (PL) Marcelo Queiroga foi alvo de apuração na Comissão de Ética Pública da Presidência da República após ter mostrado o dedo do meio a manifestantes em Nova York, em setembro de 2021, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), até agora não sofreu qualquer consequência, não pediu desculpas públicas nem houve movimentação institucional pela atitude idêntica, cometida no dia 30 de julho de 2025.
O dedo em riste considerado obsceno de Moraes foi registrado na Neo Química Arena, em São Paulo, enquanto ele assistia a um jogo pela Copa do Brasil entre o time pelo qual torce, o Corinthians, contra seu principal rival, o Palmeiras.
O momento foi flagrado por um repórter fotográfico do jornal O Estado de S. Paulo e não há detalhes para quem Moraes reagiu, apesar de conjunturas apontarem que ele teria feito a manifestação a torcedores após receber críticas. O ato foi registrado no mesmo dia em que foram aplicadas sanções pelos Estados Unidos contra o ministro com base na Lei Magnitsky.
Gazeta do Povo
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