Vereadora Brisa defende mandato após pedido de cassação na Câmara de Natal: “Isso fragiliza o nosso poder”

Foto: Otávio Augusto/Câmara Municipal de Natal
A Câmara Municipal de Natal aprovou nesta terça-feira (18) o recebimento do pedido de cassação do mandato da vereadora Brisa Bacchi (PT). Ao todo, 23 vereadores votaram a favor da abertura do processo – três foram contrários.
O pedido aponta que a parlamentar teria usado R$ 18 mil de emendas impositivas para financiar um evento que celebrou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Durante a sessão plenária desta terça-feira (19), na Câmara Municipal de Natal, a vereadora Brisa Bracchi (PT) saiu em defesa de seu mandato após a apresentação de um pedido de cassação protocolado pelo vereador Matheus Faustino (União Brasil).
A acusação aponta o uso indevido de recursos públicos em no evento político “Rolê Vermelho”, que fazia alusões a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em seu discurso, Brisa argumentou que o pedido não se sustenta e que a denúncia fragiliza o poder legislativo. Ela destacou o esforço de sua trajetória política e disse que não se pode reduzir o debate a questões pontuais.
“O nosso mandato não é um estalar de dedos. Todo mundo aqui suou muito, andou muito à rua, entregou muito panfleto, fez muita reunião para estar aqui dentro hoje. Cada um sabe a trajetória que teve para chegar até aqui”, afirmou.
Segundo o vereador Matheus Faustino (União), que protocolou o pedido, o evento teria tido cunho político, e utilização da verba teria ferido o Regimento Interno da Câmara.
“Minha consideração aqui é única e exclusivamente o que fala o regimento interno dessa Casa, de ética e quebra de decoro, Artigo 121 do Regimento Interno, que fala que você não pode abusar das suas prerrogativas, nem receber vantagens indevidas”, falou em entrevista nesta terça (18).
O evento em questão aconteceu no dia 9 de agosto e foi intitulado de “Rolé Vermelho – Bolsonaro na cadeia”.
A vereadora Brisa Bracchi disse que os recursos eram destinados ao pagamento de cachês de três artistas renomados, com histórico de apresentações nas cidades, e que, no processo, há uma “utilização política para perseguição do mandato”.
Portal 98 FM e g1/RN
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