
A decisão do governo brasileiro de cancelar o visto do assessor do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Darren Beattie, ganhou repercussão na imprensa internacional. Beattie pretendia viajar ao Brasil para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na prisão sem comunicar previamente o Ministério das Relações Exteriores.
A medida foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta sexta-feira (13/3), durante agenda no Rio de Janeiro, e foi interpretada por veículos estrangeiros como mais um episódio de tensão nas relações entre o Brasil e os EUA desde o início do governo de Donald Trump.
O jornal britânico The Guardian escreveu que “a medida expôs os muitos atritos que ainda persistem entre Washington e Brasília, apesar da relativa reaproximação entre Trump e Lula no final do ano passado.
“As relações despencaram para o ponto mais baixo em anos como resultado da campanha de pressão de Trump, com tarifas e sanções direcionadas a autoridades como Padilha. Mas, após o encontro dos dois presidentes na ONU em setembro passado, o clima melhorou, com Trump elogiando a ‘grande química’ entre eles”, disse um trecho do jornal.
A agência de notícias Reuters declarou que a negativa vinda do governo brasileiro sugere que a relação entre os países está delicada.
“Beattie, um crítico do governo brasileiro, foi nomeado pelo presidente dos EUA para um cargo de consultor sênior para monitorar o país sul-americano no mês passado, o que sugere que as relações entre as duas nações permanecem delicadas”, afirma a reportagem.
O The New York Times ressaltou que a possível viagem de Darren Beattie ao Brasil despertou preocupações sobre uma eventual interferência dos EUA no processo eleitoral brasileiro. Em reportagem publicada na sexta-feira (13/3), o jornal afirmou que o presidente norte-americano estaria tentando apoiar novamente um aliado político de direita no país.
Metrópoles/Foto: Foto: 1-Ricardo Stuckert / PR/ 2- Foto: Divulgação
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