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O PT decidiu manter a estratégia de associar o senador Flávio Bolsonaro ao Caso Banco Master, mesmo após a operação da Polícia Federal que teve como alvo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner.
Segundo informações divulgadas pela Jovem Pan, integrantes da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que o foco deve permanecer em Flávio, por ele ser apontado como potencial adversário na disputa presidencial de 2026.
Nos bastidores, aliados petistas reconhecem que a operação contra Jaques Wagner acabou fornecendo argumentos para adversários políticos e ampliou o desgaste no debate público.
Ainda assim, a avaliação da cúpula do partido é que uma eventual tentativa de vincular o episódio diretamente ao governo Lula não deve produzir os mesmos efeitos eleitorais.
Wagner foi alvo de uma ação da Polícia Federal na última quinta-feira (19). De acordo com a investigação, o senador teria recebido R$ 8 milhões do empresário Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro, para defender pautas de interesse do Banco Master. O parlamentar nega as acusações.
O Caso Master já vinha sendo explorado pelo PT após a divulgação de um áudio em que Flávio Bolsonaro solicita R$ 134 milhões a Vorcaro.
O episódio ganhou novos desdobramentos depois que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, apresentou uma versão diferente da relatada pelo senador sobre um encontro com o banqueiro.
Nos bastidores, a avaliação é que o tema seguirá sendo utilizado por ambos os lados da disputa política, ampliando a troca de acusações e o embate em torno da corrida presidencial de 2026.
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