As marcas da largada de cada candidato ao Governo do RN

 

A campanha começou oficialmente e uma coisa já dá para perceber nos três principiais candidatos ao Governo: Allyson Bezerra, Cadu Xavier e Álvaro Dias escolheram caminhos bem diferentes na comunicação.

Allyson apostou numa campanha jovem, leve e, ao mesmo tempo, carregada de símbolos. O azul domina tudo. O tradicional chapéu de couro continua presente, mas ganhou a companhia do azulão. Em uma das peças audiovisuais, o pássaro pousa justamente sobre o chapéu.

O azulão conversa com a cor da campanha, simboliza liberdade e ainda serve para mostrar o Rio Grande do Norte por inteiro. Nas Rocas, apareceu até o “passinho do 44”. Uma campanha com pegada jovem e descolada, sem perder o lado emotivo.

Cadu fez outra escolha. O vermelho, o 13 e Lula estão bem fortes. A marca “Cadu de Lula” não deixa qualquer dúvida sobre a estratégia de associação com o presidente.

Mas a campanha também tenta dar uma roupagem própria ao candidato. O primeiro jingle veio descontraído e a largada nas ruas foi com um piseiro em Natal.

A ideia parece clara: aproveitar a força de Lula, mas apresentar um Cadu mais leve e próximo.

Álvaro entrou por outro caminho. Verde, amarelo, o número 22 e o slogan “Pra mudar o que taí”. Em um dos filmes, a bandeira nacional ganha destaque. É uma forma indireta de conversar com o bolsonarismo e com o eleitor mais conservador.

E Álvaro começou atacando. O jingle já diz: “O PT tomou de conta e o RN desandou”. Os dois primeiros vídeos da campanha também trouxeram críticas aos principais adversários. A primeira mobilização seguiu a mesma lógica de fixação do número: adesivação em 22 pontos.

Professor Robério (Psol) realizou movimentação no domingo 16 em frente à Uern da Zona Norte. Ele ainda não divulgou nas redes sociais a roupagem da campanha.

As primeiras peças já revelam o caminho de cada um. Allyson aposta na própria imagem, nos símbolos e numa linguagem jovem. Cadu cola em Lula, mas tenta ganhar identidade própria. Álvaro foca na desconstrução dos adversários e no confronto.

Coluna de Heitor Gregório no AGORA RN desta terça-feira (18)


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