A Polícia Federal encontrou, no celular da empresária Roberta Luchsinger — amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, uma mensagem enviada ao ex-chefe de gabinete do presidente Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro (conhecido como Marcola). O arquivo continha um modelo de contrato para a venda de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde com dispensa de licitação.
O material estava armazenado no aparelho apreendido durante uma operação contra fraudes no INSS realizada no final de 2025. De acordo com as investigações, Luchsinger manteve negócios com Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado pela PF como um dos principais operadores de desvios de aposentadorias e pensões. Os investigadores apuram se a empresária atuou junto ao lobista para intermediar a contratação com a pasta federal, aproveitando-se de sua proximidade com integrantes do governo. O contrato, contudo, nunca foi formalizado.
A apuração também identificou termos de referência semelhantes — manuais técnicos que servem de base para compras governamentais de canabidiol — no telefone de um funcionário do Careca do INSS, levantando suspeitas de que a intenção era entregar a documentação pronta para publicação pelo Ministério da Saúde. Em nota oficial, a pasta revelou que o produto nunca foi incorporado ao SUS, que não realiza compras ou fornecimentos do tipo e que jamais houve discussões na atual gestão para a sua oferta na rede pública de saúde.
Com informações do Jornal Nacional

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