
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
A abstenção eleitoral pode reconfigurar o cenário das eleições presidenciais e custar cerca de dois pontos percentuais na votação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). É o que aponta uma estimativa divulgada nessa segunda-feira (28) por Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, em entrevista à CNN.
De acordo com o especialista, a discrepância entre as pesquisas de intenção de voto e o resultado final nas urnas decorre do perfil demográfico do eleitorado que historicamente mais falta às urnas no Brasil: pessoas de menor renda e escolaridade. É justamente nesse segmento que o atual presidente apresenta vantagem expressiva sobre Flávio Bolsonaro (PL), tanto no primeiro quanto no segundo turno.
Outro ponto de atenção destacado pela Nexus é o comportamento dos eleitores com 60 anos ou mais. O grupo representa quase 25% do eleitorado nacional e tem demonstrado preferência por Lula nas pesquisas recentes. Contudo, o fator etário traz riscos consideráveis: entre os eleitores com 70 anos ou mais — faixa em que o voto é facultativo, a taxa de abstenção alcançou 59% no último pleito. “Isso é um risco porque Lula vem liderando todas as pesquisas no público 60 mais”, pontuou Tokarski.
Apesar de a abstenção ter apresentado uma curva ascendente constante crescendo em média um ponto percentual a cada eleição presidencial e atingindo 20,9% no segundo turno do pleito passado, o CEO avalia que não há indícios de um salto expressivo para este ano. Segundo ele, embora o índice possa registrar alguma alta, o cenário atual não aponta para um desgaste generalizado capaz de provocar uma disparada nas ausências.
Com informações da CNN Brasil
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