Deltan Dallagnol, eleito senador pelo Paraná, publicou nesta segunda-feira (26) um vídeo em que diz que Flávio Bolsonaro “não perdeu para as urnas, ele perdeu para o sistema”.
No vídeo, Deltan defende ações na Justiça Eleitoral para anular a eleição de Lula por abuso de poder. Deltan aponta três “golpes baixos” na campanha.
O primeiro é o uso de dinheiro público. O reajuste de 15% do Bolsa Família saiu no mês da eleição, e o governo antecipou o pagamento para até 21 de outubro, quatro dias antes do 2º turno.
O pacote de bondades do governo Lula em ano eleitoral soma R$ 463,8 bilhões em créditos, renúncias e despesas.
O segundo é o que Deltan chama de terrorismo eleitoral. Vídeos da campanha de Lula diziam que Flávio cortaria programas sociais, e o TSE mandou tirar do ar porque a informação não procedia.
O terceiro é o que ele chama de abuso de poder judicial. Deltan cita a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF e ex-advogado de Lula, que depois das 17h mandou estender a votação até as 19h onde as urnas ainda estavam abertas.
Ele também compara dois pedidos no TSE: a Meta e o X tiveram 24 horas para se explicar a pedido de Lula, e o pedido de Flávio para suspender os disparos do governo pelo e pelo WhatsApp oficial foi negado. “Isso é algo previsto na legislação”, diz Deltan.
Ele lembra que o mesmo TSE tornou Jair Bolsonaro inelegível por abuso de poder no 7 de Setembro de 2022.
Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio, uma diferença de 4,4 milhões de votos.
Em Santa Catarina, Flávio venceu com 69,42%. Flávio não reconheceu o resultado e disse que vai pedir a anulação da eleição.
Jornal Razão/Foto: Reprodução

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