A narrativa que não pegou bem para Álvaro Dias: “Não me considero bolsonarista”

 

O pré-candidato a governador Álvaro Dias, durante entrevista na 95 FM, em Natal, deixou claro que não é bolsonarista, mas é grato a Bolsonaro. Ser pré-candidato pelo PL e construir uma narrativa de que não é bolsonarista na tentativa de querer receber votos de todos os lados, além de ser um erro de percurso deixa o coordenador nacional da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho (PL), numa sai justa. Esse caminho que estão preparando para Álvaro Dias é querer jogar um balde de água fria na fervura dos conservadores.

Esse discurso encomendado de Álvaro Dias até cabe no palanque de Allyson Bezerra (UNIÃO), mas falado no microfone conservador do PL raiz não faz sentido. É por essa e outras que tem alguns deputados eleitos na onda bolsonarista que no decorrer dos mandatos, lá em Brasília, fizeram o jogo do poder e agora vão ter que mudar de lado porque o radicalismo entre o PL e o PT não vai aceitar candidato considerado neutro.

Enquanto Nikolas caminha por mais de 200 KM para acender a chama do bolsonarismo no país, em nome da justiça e da liberdade aos bolsonaristas, debaixo de chuva e de sol, Rogério Marinho no RN leva um não bolsonarista para dentro da casa do povo de Bolsonaro para chamar de candidato do PL.

Fica visto nas entrelinhas que esse discurso de Álvaro Dias está sendo construído para minar o eleitorado de Allyson Bezerra, mas esse terreno é perigoso, é o mesmo que Cadu, o escolhido de Fátima Bezerra (PT) passar a dizer que é o pré-candidato de Lula, mas não é lulista. Vou mais além, numa pré-campanha acirrada como a que estamos vivenciando como é que Flávio Bolsonaro (PL) vai subir no palanque de Álvaro Dias e ouvir o candidato do PL dizer que não é bolsonarista? Tem alguma coisa errada aí. Esse discurso até cabe na fala do senador Styvenson, que vem de um cenário independente, tem sua própria liderança, é único no seu estilo de fazer política, é verdadeiro nas convicções e não se utiliza de manobras, mas saindo da boca do ex-prefeito de Natal, que precisa de grupo para ser candidato, que precisa construir uma fidelidade política, repito: é jogar um balde de água fria na turma verde e amarelo. Transmite desconfiança.

Por Daltro Emerenciano

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